Deixo vocês com um pouco de viagem da mente de um lobo solitário…
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“- Bel vai nos ajudar não vai? – perguntei desamparado – ele nos ama não é?
- Nos ama! – Ela puxou a mão de dentro da minha. – Nos ama! – repetiu cheia de desprezo. – não é tarefa dos deuses nos amar, vc ama os porcos de Druidan? Por que, em nome de bel um Deus deveria nos amar? Amar! O que você sabe sobre amor Derfel, filho de uma saxã?
- Sei que amo você – falei. Agora sou capaz de ruborizar quando penso nos gestos desesperados de um garoto pelo afeto de uma mulher.
(…)
Niume sorrio pra mim.
- Eu sei. Eu sei.
(…)
- Bom Derfel, agora sei por que os deuses me fizeram confiar em vc.
- Você confia em mim – falei amargamente e enfiei a lança no fundo do lago lamacento para empurrar o barco – por que estou apaixonado por você, e isso te dá poder sobre mim.”
Um Dia, algumas pessoas saberam os preços a serem pagos por sentimentos sem sentido desvinculados de razões existentes, utilizados para a degradação do próximo. Enquanto isso, faço valer a minha vontade. Me perdoem.
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Sentados, exaustos após a batalha, acomodaram-se entre os corpos, e se alimentaram da carne fria de um animal morto no meio da balbúrdia.
Com as roupas, o rosto, as espadas, e o corpo todo encoberto por sangue, se olharam e lavantaram-se caminhando sós, sem um rumo certo, sem um lugar pra onde voltar, a noite fria e sonolenta caminhava na direção deles, e seus passos se tornavam cada vez mais lentos.
Aran – O que acontece quando tudo escurece e se torna sombra brothar?
Aart – Quando, tudo a nossa volta escurecer, as estrelas irão aparecer e assim também virá a lua…
Finalmente, sem conseguir enxergar um palmo a frente, se deitaram, e se calaram observando a luz que vinha do manto negro, permeada pelas estrelas sobre seus rostos sujos, deixando que o cansaço se encarregasse do resto.